domingo, 20 de setembro de 2009

Atomo

No Universo é composto de partículas minúsculas e indivisíveis, que chamaram de átomos (em grego "o que não pode ser cortado".) Durante 2.400 anos, filósofos e (mais recentemente) físicos vêm procurando pelos tijolos fundamentais da matéria. Essa é a missão do reducionismo: tentar dividir entidades complexas em entidades simples e irredutíveis.É claro que a pergunta mais imediata aqui é se existe mesmo algum limite: se cortarmos a matéria em pedaços cada vez menores, será que chegaremos mesmo até as entidades mais básicas? Essa é a crença que vem inspirando físicos por todo esse tempo. Até o final do século 19, achava-se que os átomos dos elementos químicos (do hidrogênio ao urânio e além, os integrantes da Tabela Periódica) eram indivisíveis. Essa crença foi derrubada em 1897 quando o inglês J. J. Thomson mostrou que todos os átomos continham uma partícula ainda menor, o elétron. Alguns anos depois, Ernest Rutherford mostrou que a maior parte da massa de um átomo está concentrada num volume mínimo no seu centro, o núcleo atômico. O integrante do núcleo com carga elétrica positiva, contrabalançando a carga negativa do elétron, ficou conhecido como próton. Em 1932, James Chadwick mostrou que outra partícula integrava o núcleo, de carga elétrica nula: o nêutron. Esse era o trio de partículas que, compondo todos os átomos da Tabela Periódica, deveria bastar para explicar a estrutura da matéria, um triunfo do reducionismo. Só que a festa durou pouco. Durante os anos 1940 e 1950, uma multidão de partículas foi encontrada, todas aparentemente elementares, isto é, indivisíveis. Essa avalanche de partículas, centenas delas, ia contra o espírito do reducionismo, e acabou gerando uma crise na comunidade. Será que o atomismo está errado? Quando Gell-Mann, e também George Zweig, propuseram que essas partículas eram, de forma análoga aos átomos, composta de outras menores, o alívio era palpável. Só que... esses quarks eram muito diferentes: tinham carga elétrica fracionária e não igual à do elétron e, para piorar, não podiam aparecer por si sós. Viviam trancadas, ou confinadas, dentro dos prótons, nêutrons e suas centenas de primos. Gell-Mann, sabendo que enfrentaria resistência, sugeriu que, se seu esquema estivesse correto, novas partículas existiriam, formadas de dois tipos de quarks, o "up" e o "down". Quando as partículas foram encontradas, as pessoas começaram a levar os quarks a sério. Prótons e nêutrons têm três quarks cada. Desde então, foram encontrados seis tipos de quarks. A teoria não prevê nenhum outro. Mas será esse o fim do reducionismo? Ou os quarks são feitos de partículas ainda menores? Esse é o tipo de pergunta que, especulações à parte, só os experimentos poderão responder.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

sozinho

Sozinho estou aqui,
e sinto a natureza,
na quietude da manhã,
na beleza do jardim do prédio,

das nuanças do céu, no nublado do dia !
Da vida deveria esqueçer tantas amarguras,
a ingratidão atroz das criaturas,
o peso sufocante dos compromissos de gente grande !
Eu vivo assim num mundo diferente,
julgando o humano ser inconsequente,
em busca de algo bom que não vinga !
Será que as fibras frágeis do destino,
impele o meu ser a viver no desatino,


até que meu eu, esteja down
estou só e é isso que interessa,



porque sozinho eu não tenho pressa,
e me devoto ao recolhimento...



O pensamento meu deixo seguir,
buscando a paz que ele quer sentir,



na harmonia do conhecimento !
Fecho os olhos e sinto ao corredor subindo,



neste silêncio cada degrau



há uma presença amiga que me assiste...
Algo que apenas pode ser sentido,
seria algém com o meu perfume preferido,
e não permite mais que eu seja triste !

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Depressão eleva risco de morte em doente com câncer

Depressão eleva risco de morte em doente com câncer
Estudo mostrou que pacientes deprimidos têm 40% mais chances de morrer; causa pode ser baixa adesão à terapiaCerca de 30% das pessoas com câncer desenvolverão depressão em alguma fase da doença; paciente deve falar do estado emocional .Uma meta-análise de 25 estudos, que será publicada em novembro na revista "Cancer", mostrou que pacientes com câncer que desenvolvem depressão têm risco de morte 40% maior. Sintomas depressivos elevam o risco em 25%.No entanto, o trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de British Columbia (Canadá), não relacionou os mecanismos pelos quais a depressão contribuiria para um pior prognóstico do câncer."Fica esquisito, porque, se você não consegue documentar que a depressão faz a doença progredir mais depressâo, qual seria a relação causal entre a mortalidade e a depressão?", indaga o oncologista Drauzio Varella, colunista da Folha.A menor adesão ao tratamento pode ser uma das explicações para os maiores índices de mortalidade entre os doentes deprimidos. "O paciente pode se abandonar, o que o leva a negligenciar o tratamento de alguma forma. Ele pode esquecer a consulta, pular uma sessão de quimioterapia...", afirma Célia Lídia da Costa, diretora do Departamento de Psiquiatria e Psicologia do Hospital A.C. Camargo.Estima-se que cerca de 30% dos pacientes com câncer desenvolverão depressão em algum estágio da doença. "O deprimido não tem vontade de lutar contra a doença. A chance de esse paciente receber menos tratamento do que o necessário é grande", diz Varella.Já se sabe que a depressão aumenta o tempo de internação e piora algumas das manifestações do câncer, como dores, fadiga e insônia. Alguns tratamentos trazem desconforto intenso, e a depressão instalada pode fazer com que o paciente tolere menos os efeitos colaterais da terapia e a abandone mais facilmente.Por isso, é importante que a depressão seja tratada cedo. Para isso, o paciente deve informar ao médico sobre seu estado emocional. "Infelizmente, isso não ocorre com frequência. Parte dos pacientes não quer parecer fraca diante do oncologista; outros desejam que o médico foque somente no câncer", diz Sara Bottino, psiquiatra do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.Os médicos ouvidos pela Folha enfatizam que o paciente que se sente deprimido -com falta de prazer pelas atividades de que gostava, com pensamento constante na doença e tristeza que não passa- não deve se sentir culpado."Fico um pouco revoltado com essas teorias, porque é muito comum você ver gente que acha que uma forma negativa de ver a vida ajudaria a desenvolver tumor. É uma simples especulação maldosa", argumenta Varella.

Musicoterapia trata doenças e estresse

Recursos sonoros, como canto e instrumentos musicais, facilitam comunicação com paciente Usar a música em benefício da saúde é a função do musicoterapeuta, profissional ainda pouco conhecido, mas com atuação consolidada na prevenção e na recuperação de doenças mentais e de problemas psicológicos, como depressão e estresse.Seu trabalho consiste na utilização de recursos sonoros, como canto e instrumentos musicais, para facilitar a comunicação com o paciente. Ele atua em atividades que vão desde a construção de instrumentos, definição e composição do repertório até a intervenção direta com os doentes."Não pode ser qualquer música, não pode ser de qualquer jeito. O musicoterapeuta tem de ter uma visão integral do paciente para aplicar a terapia correta de acordo com o tipo de necessidade", a aplicação da musicoterapia teve início na área psiquiátrica, principalmente, no tratamento de pessoas com autismo.Hoje, a terapia é usada como apoio na reabilitação de problemas neurológicos, como mal de Alzheimer, e para melhorar a expressão, a autoestima e a socialização de pessoas portadoras ou não de patologias.Além de hospitais e clínicas especializadas, o profissional pode atuar em asilos, escolas e até em empresas, em programas de saúde do trabalho.No caso dos jovens, o foco do trabalho é a composição. "Com a música, eles falam dos problemas do cotidiano, e isso ajuda na reflexão e no autoconhecimento", diz ele, que também atua no controle de estresse de professores de escolas públicas.Na maioria das faculdades, os vestibulandos passam por provas específicas de habilidades musicais, em que devem demonstrar o domínio de um instrumento e noções básicas de musicalização. A exceção são as duas faculdades paulistas, que não têm prova específica de música no vestibular.No entanto, para ingressar na profissão, a experiência com música é fundamental.Segundo Maristela Smith, da FMU, é preciso dominar diferentes instrumentos e estilos musicais e saber compor para poder responder às necessidades dos pacientes. "O principal recurso do musicoterapeuta é a improvisação", diz."[O candidato] Tem que gostar de música e estar disposto a estudar isso a vida toda", afirma a coordenadora do curso no Conservatório, Raquel Siqueira. A instituição dá aulas preparatórias para quem vai prestar vestibular.Na faculdade, esse conhecimento é aprimorado. Teoria musical, história da música e percepção são algumas disciplinas básicas dos cursos, que duram quatro anos. A Aluna Marina Gil, 20, também faz aulas particulares de violão para melhorar a sua habilidade com o instrumento. "Escolhi o violão por ser um instrumento prático, que não intimida o paciente", diz ela, que ingressou no curso porque queria trabalhar com inclusão de pessoas com deficiência. No currículo dos cursos, também fazem parte disciplinas da área da saúde, como anatomia, neurologia e psiquiatria. "O músico estuda para aprender a tocar bem. Já o musicoterapeuta usa a música para melhorar a qualidade de vida das outras pessoas".

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Melhor droga

Exame do cérebro aponta melhor droga para tratar depressão
Quase 50% dos pacientes em tratamento não apresentam resposta satisfatória ao primeiro medicamento prescritoHoje, os médicos levam de quatro a seis semanas para identificar que determinado remédio não surtiu efeito, o que atrasa o tratamentoFERNANDA BASSETTEDA REPORTAGEM LOCAL Pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram um possível biomarcador que é capaz de mostrar, depois de uma semana, se determinada droga antidepressiva apresenta resultados no paciente. Atualmente, quase 50% dos doentes não apresentam resposta satisfatória ao primeiro medicamento prescrito.Além disso, os médicos demoram de quatro a seis semanas para identificar que determinado remédio não surtiu efeito -o que atrasa o tratamento, pois a avaliação clínica dos resultados só é realizada após esse período. Por causa disso, muitos pacientes abandonam o tratamento.Outro fator de demora na identificação do melhor tratamento é a quantidade de drogas disponíveis. Hoje, são comercializados cerca de 30 compostos diferentes de antidepressivos, o que dificulta a escolha.Estima-se que 17% da população adulta vá enfrentar um episódio de depressão pelo menos uma vez na vida. Encontrar um biomarcador de resposta ao tratamento é o principal objetivo dos psiquiatras.Segundo os pesquisadores, a avaliação de qual medicamento vai funcionar em determinado paciente seria possível através da realização de um eletroencefalograma quantitativo (mapeamento da atividade cerebral) antes e depois do início do uso da medicação. Trata-se de um exame não-invasivo, realizado em cerca de 15 minutos.Para chegar aos resultados, publicados na "Psychiatry Research", os cientistas avaliaram 375 pacientes diagnosticados com depressão. Os voluntários fizeram o eletro antes de iniciar o tratamento, para os pesquisadores avaliarem o padrão das ondas cerebrais, e repetiram o exame uma semana depois.No segundo exame, os pesquisadores observaram mudanças nos padrões das ondas cerebrais em comparação com o eletro de base e identificaram um biomarcador chamado de índice de resposta ao tratamento antidepressivo (ATR).Depois de 49 dias, os cientistas perceberam que podiam prever se os voluntários estavam mais propensos a responder a um antidepressivo diferente, pois encontraram 74% de exatidão nas previsões."Os resultados são um marco em nossos esforços para desenvolver biomarcadores clinicamente úteis", disse Andrew Leuchter, autor do estudo.Para o psiquiatra Ricardo Moreno, coordenador do Programa de Transtornos Afetivos do Instituto de Psiquiatria da USP, os resultados são interessantes, mas ainda precisam ser replicados em outros centros."Encontrar biomarcadores de resposta é o sonho de todos os centros de pesquisa do mundo. Se esses resultados forem comprovados, trarão um benefício muito grande para os pacientes", avalia Moreno.A mesma opinião tem o psiquiatra Marco Antônio Brasil, do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Psiquiatria. "O tempo de espera para saber se um remédio está fazendo efeito é muito grande e desgastante para o paciente. No futuro, esse recurso poderá ser uma boa alternativa", diz.Brasil, no entanto, faz uma ponderação. Para ele, mesmo que outros estudos internacionais comprovem a eficácia do método, será difícil realizar esse tipo de exame em toda a população com depressão."Falando em saúde pública, o eletro é um exame que custa caro para ser feito e repetido em uma semana. Acho que ele será uma boa alternativa para aqueles pacientes que já tentaram de tudo e continuam com a depressão persistente", avalia.O psiquiatra Marcos Pacheco Ferraz, professor da Unifesp, diz que os resultados estão longe de serem aplicados na prática clínica porque da forma como foram apresentados, em 26% dos casos, não é possível indicar o melhor medicamento com exatidão. "Não ter resultado eficaz em um quarto dos casos é um problema. Além disso, acho impossível fazer o exame em todos os doentes".

domingo, 13 de setembro de 2009

Próspero e o feitiço do tempo

Ninguém tem controle sobre tempestades, mas é possível e necessário se precaver para suas consequências
O DILÚVIO de terça..pegou muitos desprevenidos...embora a previsão do tempoa dissesse vagamente que eram possíveis "pancadas de chuva" na região, O clima tropical ou subtropical, o da maior parte do Brasil, é o de mais difícil previsibilidade, e que limitações tecnológicas no país, como o pequeno número de radares de que dispõem os institutos, impedem maior precisão para antecipar a intensidade de eventos climáticos severos, como as exatas quantidade de chuva ou velocidade de ventos.É claro que ninguém tem controle sobre as tempestades dizia Shakespeare. Mas é possível e necessário se precaver para suas consequências, mesmo quando são inesperadas, como a desta semana. Ninguém há de querer passar de novo pelos dramas de terça-feira. Mas talvez seja esse o castigo que os deuses destinarão a quem se omitir.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Um amor..uma paixão é de verdade é uma viagem a dois

Conheço mulheres dotadas física e mentalmente,...com capacidade de decifrar a linguagem dos homens..do amor, da paixão, que é uma viagem a dois..por isso eh bom saber com quem se vai.....

É claro que não existe uma tabela que descreva e defina claramente as preferências humanas...e sua formas de expressão...

Elas são a expressão mais pura da liberdade humana.

Na cama, na privada intimidade...pode-se brincar na cama, viajar nos sonhos, acariciar as dobras dos corpos e nesse momento..vem a empolgação...mas com decencia, a paixão aceita.

Propostas, ainda mais ousadas e indecorosas...são expresões intervém de uma forma estranha e atravessam os limites que separam os relacionamentos.

Eu deveria querer o que ele quer

As mulheres, se pergunta as vezes, mas que ama...sabe..

Outras dizem ou acham um pervertido?

Há as preferências humanas.

O que sabemos é que as mulhers na sua vida é freqüente que tenham prazer em deitar-se homem e homens com mulheres.

A pergunta correta seria: se um cara é homem, por que compartilharia sua intimidade com uma mulher.. quando poderia fazer isso com homens?

Ai que a probabilidade de ele ser homossexual é a mesma de quem se fantasia de Zorro ser o Zorro.

Toda fantasia...Seria como esta do lendário Zorro.

Com os olhos fechados, cavalgou por estradas rochosas e poeirentas distribuindo justiça e charme.

Quando abriu de novo os olhos, um pouco decepcionado, reencontrou a si mesmo.