terça-feira, 25 de agosto de 2009

suco com soja

Suco com soja tem baixo teor de composto benéfico, pesquisa revela que taxa de isoflavonas é maior em bebidas de soja sem sucoEstudo avaliou 65 amostras de produtos de 12 marcas; composto é relacionado à redução do risco de câncer e de doenças cardiovasculares
Uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo constatou que a quantidade de isoflavonas nas bebidas à base de soja contendo suco de frutas é muito pequena. Por outro lado, bebidas que não possuem suco -puras ou com aromatizantes sabor morango ou chocolate, por exemplo- podem ser uma boa fonte dessas substâncias."As isoflavonas são uma classe de compostos extensivamente estudada até o momento e que parece relacionar-se com a redução de risco de doenças crônicas não transmissíveis", diz a nutricionista Kátia Callou, autora do estudo.Vários artigos associam o consumo de isoflavonas à queda na incidência de tumores, de doenças cardiovasculares e de osteoporose, entre outros.Com estrutura química parecida à do estrógeno, elas se ligam a receptores no organismo produzindo um efeito similar ao do hormônio humano, porém muito mais fraco. Por isso, muitos trabalhos também têm apontado benefícios da ingestão desses compostos na redução dos sintomas da menopausa, como os fogachos."A soja é a principal fonte desses compostos, e os brasileiros não têm hábito de consumir esse alimento", afirma Callou.Para chegar aos resultados, foram avaliadas 65 amostras de bebidas disponíveis comercialmente, de doze marcas.As amostras foram divididas em quatro grupos: com suco de frutas, sem adição de suco, feitas à base de extrato de soja (conhecido popularmente como leite) ou do isolado proteico de soja -a forma mais refinada encontrada no mercado, contendo 90% de proteína.A quantidade de proteína encontrada nas bebidas correspondeu ao informado no rótulo. "O teor de isoflavonas foi relacionado à quantidade de proteína", diz Callou. Houve ampla variação de isoflavonas entre as bebidas, mas, de modo geral, a pesquisa mostrou que, quanto maior a quantidade de proteína, maior a de isoflavonas.As bebidas feitas com o isolado proteico da soja tenderam a apresentar menores taxas de isoflavonas do que aquelas que utilizam o extrato. No rótulo dos produtos, é possível saber a forma utilizada."A quantidade desses compostos é afetada por vários fatores, desde as condições ambientais do plantio até o processamento", conta Callou.As conclusões do estudo apontam que o consumo de 300 ml de bebida sem suco, à base de extrato, pode resultar em uma ingestão de 20 mg de isoflavonas, o que equivale ao consumo diário dos coreanos, que consomem soja rotineiramente. "Essas bebidas podem representar uma fonte importante de isoflavonas para nossa dieta", diz a autora da pesquisa.Para atingir a mesma quantidade tomando bebidas com suco, seriam necessários quase dois litros -o teor médio de isoflavonas ficou em cerca de 2 mg. Em alguns casos, a quantidade desses compostos não chegou a 1 mg.As quantidades diárias benéficas de isoflavonas não são bem estabelecidas. "Diversos estudos indicam o mesmo teor recomendado pela FDA (agência americana que regulamenta alimentos e remédios), que é de 40 mg a 60 mg de isoflavonas por dia", orienta a nutróloga Eliana Vellozo, da Universidade Federal de São Paulo."Mas é preciso lembrar que, para serem absorvidas pelo organismo, as isoflavonas têm que ser decompostas pelas bactérias no intestino. Uma alimentação rica em verduras, legumes e frutas e pobre em gorduras proporciona melhores efeitos", ressalta Vellozo.Em relação à ingestão de proteínas de soja, a FDA e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendam o consumo diário de 25 g para ajudar a reduzir o colesterol e o risco de doenças cardiovasculares. Isso corresponde, aproximadamente, a cinco copos (ou um litro) de bebidas sabor original ou chocolate."Mas isso nem é recomendado, pois pode desequilibrar a dieta", alerta a nutricionista Kátia Callou. O ideal é consumir outras fontes de proteína de soja, como o alimento puro. Para atingir essa quantidade tomando bebidas com suco, seria necessário ingerir praticamente o dobro.Mas há estudos que sugerem que uma quantidade menor já surte efeito. Uma pesquisa com cerca de 3.000 mulheres mostrou que aquelas que consumiram aproximadamente 11 g de proteína de soja ao dia tiveram uma chance 50% menor de desenvolver câncer de mama."De acordo com esse estudo, efeitos benéficos à saúde poderiam ser atingidos com o consumo de 400 ml de bebidas de soja sabor original ou aromatizadas", afirma Callou.Já as bebidas com suco de frutas levaram vantagem na capacidade antioxidante. "O efeito foi maior provavelmente porque essas bebidas têm adição de antioxidantes como a vitamina C", diz Callou.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Timing

O problema é sempre o mesmo, o tempo.... tempo para dormir, acordar, amar, viver...difícil, quando não impossível, que os tempos humanos consigam tais ritmos, só o universo é exato, os homens são desordenados e anárquicos.. todos sabem a importância do silêncio e das palavras..dos espaços de cada um.. os atos humanos dependem de timing...dependem de minúsculos e fundamentais intervalos...Compreendo... esse tempo é diferente para cada um de nós...

Realizar

cada minuto é uma nova chance para mudar....
Keep The Dream Alive.. Mantenha o sonho vivo....
cada minuto uma nova chance de realizá-los....
crescer a cada dia que passa...
Esta vontade....que imagino..iluminar os meus dias...
Meu repentino,confidenciar...
Viver é uma inquietude....
As vezes é nescessario para parar para refletir...sobre aquilo que que nos consome..
é o refletir um exelente exercicio para mentes em constante evolução..
fecho os olhos lentamente.. a
Uma verdade nas minhas palavras....

Mudança climatica em santa Catarina

Estamos na fronteira de uma era...aqui temos o dominio do atraso..do governo, pelo que vi na aprovação da legislação ambiental na assembléia
Compreender e viver este tempo plenamente significa ter capacidade de entender que oque correu em Blumenau..Gaspar...e redondezas, não tem nada de coisa do tempo ou culpa a alheios...é das pessoas..que provocarm isso e se continuar vai piorar cada vez mais
Não sem razão, as questões ambientais são aqueles top de reuniões de empresas de vários setores da economia, órgãos públicos, organizações não governamentais, comunidades, academia, movimentos sociais.
Os grandes da economia ainda não percebem que o meio ambiente é parte do business e e todos perdem ou já perderem...por que muita coisa é irreverssivel..
As mudanças climáticas já chegaram ao mundo real do mercado

onde há a lógica, pautada pela realização do lucro.
Deve ir reconhecendo, rápido que isso acontece...esta em curso na vida na terra.
E, pragmática e inteligentemente, se adaptar a ela. o poder publico como aqui em Santa Catarina.. há uma velocidade contraria, o sistema político, que ainda patina na sua cultura pesada, inviável, insustentável..
Assim é esperar dias negros...lá no litoral e aqui...no oeste

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Vicio e memória

Duração da memória e vício têm a mesma origem no cérebro
Gaúchos mostram que neurotransmissor dopamina é chave para ambos os processos e sugerem alvo para medicamentos Processo mental que ocorre 12 horas após aquisição de uma lembrança determina se ela deve continuar sendo recordada com intensidade RAFAEL GARCIADA REPORTAGEM LOCAL O sistema que regula a duração das memórias no cérebro é o mesmo que pode deixar uma pessoa viciada se estiver funcionando mal, revelou um experimento. Num estudo que usou drogas para "apagar" e "reforçar" lembranças específicas em ratos, cientistas de Porto Alegre apontaram onde e como o sistema nervoso determina quais lembranças são importantes e devem perdurar.O trabalho, realizado por um grupo da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), está na edição de hoje da prestigiosa revista "Science". O estudo mostra que um evento crucial ocorre numa região cerebral específica, cerca de 12 horas depois da aquisição da memória. É como se, nesse instante, o cérebro passasse a limpo a lembrança para determinar se ela deve ou não ser arquivada a longo prazo.O processo, conforme mostraram os cientistas, ocorre na chamada área tegmental ventral. É a estrutura que se comunica com o resto do cérebro usando como mensageira a dopamina, uma molécula transmissora de impulsos nervosos. A mesma estrutura está ligada ao chamado sistema de recompensa, que o cérebro usa para associar memórias a sensações de prazer ou dor -daí a ligação com o problema do vício.Liderado pelos neurobiólogos Martín Cammarota e Janine Rossato, o trabalho indica que a formação de memórias é um processo separado de seu arquivamento dentro da burocracia cerebral. Ratos que tomaram drogas para inibir a dopamina no período após as 12 horas conseguiam lembrar-se de um fato depois de um dia, mas a memória sumia no longo prazo."De alguma forma, o sistema dopaminérgico [neurônios que emitem dopamina] controla por quanto tempo a memória vai ser armazenada", diz Cammarota. "Nós mostramos que a área tegmental ventral se ativa preferencialmente após o aprendizado de memórias que vão persistir, não após o aprendizado de memórias curtas."Por que isso ocorre 12 horas após o evento lembrado? "Não sabemos", afirma. "A "janela temporal" em que se pode agir parece ser curta, mas talvez não ela não seja a única. Pode ser que existam outros períodos de susceptibilidade nos quais a memória se faça novamente passível de ser modificada."O trabalho publicado agora, dizem os pesquisadores, não tem implicações clínicas diretas para tratar de perda de memória e ou vício em drogas. Os fármacos usados no estudo são experimentais e podem oferecer riscos. Mas ele aponta a transmissão da dopamina e a área tegmental ventral como "alvos" para medicamentos.Um viciado tem memórias tanto das sensações de prazer quanto dos problemas que uma droga pode provocar, explica Cammarota. O motivo de a primeira se sobrepor tanto sobre a segunda, porém, não é tão bem conhecido. Pode ser que as pessoas mais vulneráveis ao vício tenham algo de diferente no mecanismo nesse mecanismo.O segredo para entender o vício pode estar na memória, diz.
fonte..folha de sp