segunda-feira, 6 de julho de 2009

Queria ver-te com a rosa...
à boca, misturando-se..
ao vermelho de teus lábios..
.queria ver-te, assim frente a mim
e
apanhar a rosa da tua boca...
dos teus lábios,
trazê-los junto aos meus..
depois...ah depois
eu ...mais...perto
não sei aonde vc quer ir,
mas onde chegar está bom.
Como a flores que aquecem o desejo e vão ao chão
assim é nosso pecado

Um carta destes 40 anos

Oi lembra-se de mim? Anthonio?
Muito tempo se passou..Fazem quase 3 anos, para ser inexato, desde que te conheci e me sentei varias vezes para escrever algo a vc..Quem imaginaria que meus devaneios íntimos iam gerar um sentimento de afeto de vc...Eh tudo...contos leves..imaginação doce.... e vc com imaginção vai até.... não achar..ou procurar..mas tudo esta muito além da realidade eh claro tem algo de um homem livre e de seus sonhos eh aparentemente o trabalho perfeito? não acha..nã há riscos em tudo isso...Se tudo isso gerou um batalhão de duvidas em vc....nã eh objetivo.. além do mais o prazer esta muito mais perto do que vc imagina..nã há pq ir tão longe...em termos de km...As mulheres gostam de coisas divertidas, romances leves ou mais calientes as vezes isso sobre "solteiras", que estão pele primeira vez buscando o amor, satisfação e o par perfeito.Olha se vc viu algum perigo nisto..mas vc nã eh uma guria mimada..uma menina que sem muito esforço está querendo chegar ao estrelato..atravez de algo....não muito claro..Como qualquer gênero de literario..cronica...narativa ...romance. por ai eu circulo, nã eh isso meu objetivo que gere algo irresponsável..um tipo de escrita que o alvo eh vc. a deixa-la...confusa.....mas não vejo como algo tão denso que pode lhe deixar deixar marcas....para sempre.
Até o termo "vc..pensa que eu penso o que....vc me escrevendo assim" que te gerou uma reação, mas nã há nada que considero desrespeitoso e limitante. Gostando ou não oque eu escrevo e basedo nos meu sonhos.... e cujos sonhos tem um certa qualidade ou originalidade...pois são meus só..só meus e não seus..
Talvez.. vc saia por ai chamando tudo isso de bobagem...eu nã acrdito qeu sejamVc eh solteira..eu me me casei e já tive filhos e um amor que se foi....então nosso mundo tem nescessariamente coisas diferentes e que conta no que escrevo eh que aconteceu na minha vida" no passado e tem repersussões no presente..então meus sonhos meu imaginario nã eh só para a ficção..claro imagino os sonhos po onde andam de uma persongem feminina tem presença regular...eh muito mais que isso eh algo que a presença feminina sempre teve cumplicide em quase tuddo ma mimha vida em todos os atos. Oque eu escrevo são sobre coisas intimos que todo ser humano tem ou terá vivdo algum dia ao mesmo tempo, são verdadeiros..realizaveis...sempre com alguma ficção.
"Os personagens passam por situações realistas, ou ficcionais e ai que eu gosto que eles sempre acabam se encontrando no final" num doce beijo ou em doce caricias. Eu sei que teu mundo teu é cor de rosa..mas vc eh além disto.... uma linda mulher ou uma morena linda, que eu imagino cozinhando ou no karatê com uma roupa de ginástica sensual...ou na sua leitura no berço ou nos seu sono sempre com ingredientes clássicos, com uma pitada de sensualidade.Claro que no fundo cada ser tem uma procura intensa de algum relacionamento que pode um dia o namorado..preencher um vazio emocional, apesar de vc ter a sua família ..para dar um sentido a sua vida..No fundo, o que importa é nós setamos ai e vivos.. e sempre havera uma história ou algo imaginativo novo e arrebatador..ser algo para uma moça solteira..sempre .algo haverá de interesse seu naquele momento em que vc está bem e lendo na sua frente..algo..divertido..fofo e caliente
Veja tudo como algo inconsequente, doce, sem importancia e que não deve incomodar vc...Não quero só mostrar ser o homem certo ou homem errado...pra vc sou mais que isso.

Broncas e causos em 40 anos


Os 40 anos de relação com as mulheres..dá belas históriasHá cartas, bilhetes e broncas dos 40 anos da relação com as mulheres..expor-se assim e tanto, e falar sobre inconfidências e infidelidades.
Aventuras sexuais e romanticas das coisas feitas com respeito e delicadeza. Os meus contatos com as mulheres..acenderam sua curiosidade com relação a histórias de pessoas comuns.
Como sempre escutava tudo."Assimilei no trabalho e isso fez que se desse conta de que as pessoas são "como edifícios de dois andares, complexas". Há histórias de formas diferentes de tratar das coisas humanas. Através da intimidade das pessoas há elementos que surgem de modo mais legítimo e eficaz...algo de anotações

domingo, 5 de julho de 2009

You've got a friend

Quando você estiver para baixo e incomodado
e você precisa de uma mão e nada, nada está indo bem.
Feche os olhos e pense em mim e em breve
eu vou estar lá a alegrar-se mesmo a sua noite mais escura.
Você acabou de gritar meu nome, e você sabe onde estou
Eu vou entrar em execução, para vê-lo novamente.
Inverno, primavera, verão, outono ou tudo que você tem a fazer é chamar
e eu vou estar lá, Você tem um amigo.
Se o céu acima, deveria transformar escuro
e cheio de nuvens e aquele velho vento norte devem começar a explodir
Mantenha sua cabeça junto e chamar o meu nome em voz alta
e em breve vou estar batendo à sua porta.
Você acabou de gritar meu nome e você nunca sabe onde estou.
Vou vir a correr para te ver novamente. o que tens a fazer é chamar.
e eu vou estar lá,
Ei, não é bom saber que você tem um amigo?
As pessoas podem ser tão frio.
Eles vão te machucar e você deserto.
Pois eles vão tomar sua alma se você deixá-los.
Ah, sim, mas você não deixa-los.
Acabou de gritar meu nome e você sabe onde estou
Vou vir a correr para te ver novamente.
Oh querido, não sabem que,
Inverno Primavera Verão ou queda.
Ei agora, tudo o que tenho a fazer é chamar.
Senhor, eu vou estar lá, sim eu vou. . Você tem um amigo.
Você tem um amigo.
Não é bom saber que você tem um amigo.
Não é bom saber que você tem um amigo.
Você tem um amigo.

o Fotografo com hobby


máquinas que ajudaram a produzir um olhar

Vida Inteligente

Será que a vida inteligente não passa de uma coincidência?
Não há dúvida de que nós, seres humanos, temos a necessidade de encontrar significado em tudo o que fazemos. Tudo tem (ou deveria ter) uma causa por trás, algo que justifica uma ação ou uma reação.Uma doença é causada por um agente -por exemplo, um vírus. Fazemos ginástica para estar em forma. Procuramos ter amigos, prazer, amor na tentativa de viver nossas vidas da melhor forma possível. Quando nos perguntamos sobre as causas das coisas, do mundano ao mais profundo, nós esperamos uma explicação, algo que faça sentido.Tradicionalmente, as perguntas ditas mais profundas eram relegadas a explicações religiosas ou míticas, lançando mão de agentes sobrenaturais.Como o mundo surgiu? E a vida? Existe alguma razão para estarmos aqui?Ou a existência não passa de acidente?Hoje a ciência também encara essas questões. Dentre as mais fascinantes, talvez a de maior significado para nós seja a relação (ou não) entre a mente, a vida e o Universo. Será que a vida, em particular a vida inteligente, não passa de uma coincidência, resultado de inúmeros acasos sem nenhuma razão de ser? Ou será que estamos aqui (talvez juntamente com outras inteligências) por algum motivo?Descontando a versão bíblica de que estamos aqui criados segundo a imagem de um Deus onipotente ou que estamos vivendo o nosso inevitável carma, existem várias respostas de cunho científico. Apesar de não sabermos se alguma delas está certa, a discussão é frutífera, trazendo à tona aspectos importantes do pensamento científico contemporâneo. Sem tentar ser exaustivo, eis algumas delas. Em futuros textos voltarei ao assunto.1. O cosmo é único, resultado de uma estrutura matemática que a física teórica vislumbra em raros momentos. Por trás da enorme diversidade das coisas, em particular da matéria e das suas propriedades, existem leis bem determinadas e eternas que ditam desde a existência do Universo ao valor da carga e da massa do elétron.Se algum dia obtivermos essa teoria unificada, a teoria de tudo, teremos chegado ao ápice da racionalidade, decifrando o código secreto da natureza.(A "mente de Deus" como Hawking e outros afirmam.) Segundo essa visão, a vida e a mente são acidentais, já que a física e a química têm pouco ou nada a dizer sobre a emergência da vida.2. O cosmo é um dentre possivelmente infinitos outros, todos parte de um multiverso. Em cada um deles, as propriedades físicas são diferentes.Apenas em alguns poucos a vida é possível. Algumas versões das teorias unificadas preveem a existência, ou são compatíveis, com o multiverso. Os unificadores mais radicais afirmam que, se o Universo é único, o multiverso não pode existir. De qualquer forma, uma das dificuldades dessa visão é encontrar um critério seletivo que justifique de forma natural a nossa existência. Uma teoria na qual tudo é possível explica muito pouco.3. Existe um princípio vital, alguma lei que ainda desconhecemos, que explica a existência da vida no Universo.Essa versão apela para a teleologia, afirmando que o cosmo é de alguma forma responsável pela existência da vida e, em particular, da vida inteligente. Mesmo dentro de uma formulação científica, fica difícil separar essa visão da visão religiosa, onde causas são atribuídas a um princípio criativo divino. Por outro lado, como vários exemplos históricos mostram, o que hoje chamamos de mágico ou sobrenatural pode, um dia, vir a ser explicado cientificamente. É prudente manter a cabeça aberta.O contraste é na postura natural versus sobrenatural, ou seja, na capacidade de a ciência oferecer repostas plausíveis à questões dessa natureza.
Autor: MARCELO GLEISER

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Clássicos

"Um clássico é um clássico", como afirma o poeta Ezra Pound, "não porque se conforme a certas regras estruturais ou se enquadre em certas definições (das quais o seu autor provavelmente nunca ouviu falar), mas porque possui certo eterno e irreprimível frescor". É clássica a obra que permanece sempre nova.No caso da filosofia, isso ocorre quando, independentemente de concordarmos ou não com as teses defendidas por uma obra, ela nos solicita a questionar e a pensar de modo mais claro e mais profundo aquilo que realmente pensamos.É assim que podemos, à primeira vista, não concordar em nada com "A República", de Platão, ou com "Ser e Tempo", de Heidegger, por exemplo; entretanto, durante e após a leitura de tais livros, temos que mudar nosso modo de pensar. Nenhuma paráfrase, explicação ou interpretação de semelhantes obras jamais seria capaz de substituir a leitura delas. Além disso, é a partir de semelhantes leituras que sabemos o que é ou o que deve ser a filosofia.É claro que, quando consideramos determinado problema filosófico hoje, devemos conhecer o "status quaestionis", isto é, o estado em que se encontra a discussão sobre esse problema, e isso significa que é preciso saber o que pensam sobre ele os nossos contemporâneos. Estes, ademais, exatamente por serem nossos contemporâneos, são capazes de levar em conta certas preocupações que só se tenham manifestado ou tornado prementes exatamente na nossa época.Há obsessão dos brasileiros pelos contemporâneos. Observo que ela chega ao ponto de ter como contrapartida o desprezo pelos clássicos.Essa obsessão pelos contemporâneos corresponde, é claro, ao desejo de superação do provincianismo. Sentido-se "atrasados", os brasileiros se esforçam por se livrar do passado, de modo a alcançar o tempo presente, que imaginam pertencer aos outros. Em tal esforço, dado que a tradição filosófica lhes parece pertencer ao passado, os brasileiros a alienam. É assim que perdem a posse direta dos clássicos que, por direito, é tanto deles quanto de qualquer outro povo contemporâneo. Fugindo do provincianismo espacial, caem no provincianismo temporal.Falo em algo considerado conservador também por outra razão. É que a referência que nele faço às "bobagens ou trivialidades que são cotidianamente escritas sobre Nietzsche por alguns dos seus fãs" foi tida como um ataque a Nietzsche. O autor de "Genealogia da Moral" soa com a crítica que tb vale a certas teses de Foucault, houve quem pensasse detectar uma mudança para o conservadorismo na minha orientação filosófica, sintetizada do seguinte modo: "Antes Nietzsche e Foucault; agora Hegel e Aristóteles". Na verdade, nem sou discípulo dos primeiros nem sou agora dos segundos; além do que há dúvidas sobre se os segundos são mais conservadores do que os primeiros. SobreFocault, mas minha ciritca eh sobre o relativismo cultural com o qual racionalizou essa defesa.Quanto a Nietzsche, longe de atacá-lo, cheguei a emulá-lo. No ensaio "Sobre o Uso e o Abuso da História para a Vida", ele mesmo acusa os seus contemporâneos de "adaptarem o passado às trivialidades contemporâneas".É o que penso que alguns dos meus contemporâneos fazem com o próprio Nietzsche. Este, aliás, não tinha admiração nenhuma pelos seus contemporâneos, de modo que se considerava, sobretudo, extemporâneo. "Ao procurar biografias", aconselhava ele, "não queiram as que tragam o refrão "Fulano de Tal e o seu tempo", mas as que na página de título tenham que dizer "Um lutador contra o seu tempo'".